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Ghost in the Shell

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Antes de tudo acho bom esclarecer que eu nunca li o mangá de 1989 e tampouco assisti o filme de animação de 1995, então esse filme foi o meu primeiro contato com esse mundo, então não vou poder falar sobre a adaptação em comparação com as outras obras.

ATENÇÃO ESSE TEXTO NÃO ESTA LIVRE DE SPOILERS
LEIA POR SUA CONTA E RISCO

Na minha opinião, a boa ficção cientifica é aquela onde podemos ver os temas relevantes no presente, refletidos usando temas da ficção de forma futurista e isso, e essa conexão do presente com o futuro o filme faz muito bem.

Uma das maiores busca da Major (Scarlett Johansson) é a busca por uma identidade, uma busca por conexão com algo. Um tema muito relevante hoje é a busca da conexão humana. Esse tema é tão relevante que a The Liberators International  iniciou um evento global que trata justamente disso, a busca pela conexão a busca por se reencontrar.  Ela passa um bom tempo do filme no questionamento de “quem sou eu?” “o que sou eu?”. Isso não é um tema do futuro é um tema do presente.

Outro tema muito atual abordado no filme são os implantes cibernéticos. Os personagens possuem “melhorias” cibernéticas, nem sempre por necessidade, mas algumas vezes por vontade própria, na busca de se tornatem melhores. Neil Harbisson, o primeiro ciborgue reconhecido da nossa era, foi um dos palestrantes da Campus Party, ele tem um olho cibernético que transforma as cores que ele não enxerga em impulsos sonoros. Assim como o personagem Batou, que precisa fazer uma substituição dos olhos.

O filme tem um design do futuro, mas os temas são totalmente do presente.

O filme é da Paramount e da DreamWorks, duas empresas que estão entre as melhores do segmento, isso já automaticamente já  faz com que saibamos que as “categorias técnicas” são impecáveis. Edição, som, fotografia, efeitos, são itens que são impecáveis nesse filme, mas claro com duas gigantes da indústria não poderia ser diferente.

Em relação ao roteiro, ele é muito bom, vai te explicando os enlaces da trama, aos poucos, sem deixar nada, gratuito na trama, dando passo por passo os acontecimentos, mas sem entregar nada gratuitamente, como um grande processo de ensino e descoberta.

Nos sites especializados em critica, a nota não foi tão boa. No Metacritic , a nota do público é de 7.1  de 10 e a npta dos críticos é bem mais baixa, 52 de 100. Já no Rotten Tomatoes as notas forma mais baixas ainda, a nota do público alcançou 62% de 100 e na crítica especializada é de 46% de 100.  Mas na verdade eu não entendo o porque das notas tão baixas. A minha nota foi de 4 estrelas de 5, ou seja um filme muito bom.

Então a dica é que assistam o filme e reflitam durante ele sobre como os temas da atualidade estão presentes no futuro, ou se preferir pode fazer o contrário, como no futuro ainda tratamos os mesmos temas do presente.




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